ANÁLISE DOS DETERMINANTES DA SUCESSÃO EM ASSENTAMENTO RURAL NO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL

Dejanira Facioni, Matheus Wemerson Gomes Pereira

Resumo


O futuro das atividades nas unidades de produção agrícola passa pela sucessão, porém a falta de estrutura, as dificuldades de acesso às políticas voltadas à agricultura familiar, as dificuldades financeiras e a baixa escolaridade dos agricultores são fatores que contribuem para a saída dos jovens do meio rural em busca de trabalho na cidade, o que dificulta a sucessão. Este trabalho teve por objetivo analisar a sucessão no Assentamento Capão Bonito I, em Sidrolândia (MS). Utilizou-se o modelo econométrico de escolha qualitativa, Multinomial Logit (MNL), entrevistando 45 assentados no período de agosto a setembro de 2012. As variáveis transmissão do patrimônio, tempo no meio rural do assentado, se o assentado possui financiamento, se algum filho tem posse de lote e a renda do assentado são as principais determinantes da sucessão no assentamento pesquisado. Foram confirmadas as hipóteses de que quanto menor a renda agrícola, mais se agrava o processo de sucessão, e de que quanto maior o tempo no meio rural, maior será a escolha pela sucessão, no entanto, rejeitou-se a hipótese de que quanto maior o nível educacional, menor a escolha pela sucessão. Como principais limitações estão o receio dos assentados em colaborar com a pesquisa e também as dificuldades estruturais do assentamento.


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Organizações Rurais & Agroindustriais - Revista Eletrônica de Administração da UFLA

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