INSTITUIÇÕES DE PROTEÇÃO DA INDICAÇÃO GEOGRÁFICA (IG) NO MERCADO INTERNACIONAL: O CASO DA TEQUILA E OS DESAFIOS PARA A CACHAÇA

Autores

  • Marlos Schuk Vicenzi
  • José Márcio Carvalho
  • Karim Marini Thomé
  • Janann Joslin Medeiros

Palavras-chave:

indicação geográfica, cachaça, tequila, exportações, paradigma eclético

Resumo

A política pública de incentivo às exportações de cachaça foi iniciada em 2000 com o objetivo de aumentar as exportações por meio da estratégia que envolve a implementação da Indicação Geográfica (IG) da cachaça e a melhoria da qualidade do produto. Essa estratégia é semelhante à adotada com sucesso pelo México para estimular a cadeia produtiva da tequila. Demonstrou-se com o trabalho que a estratégia possui fundamentação teórica no paradigma eclético, devido, entre outras coisas, à criação de vantagens de propriedade relacionadas ao sinal distintivo de IG e ao capital social do grupo. Ademais, percebeu-se que o caso brasileiro possui semelhanças com o mexicano, podendo ser utilizado como exemplo, e notadas as experiências positivas no aumento das exportações e atração de investidores externos, tanto quanto as experiências negativas, relacionadas às questões socioambientais. Foram executadas diversas ações para implementação da política pública de incentivo às exportações da cachaça, entre elas: definição interna da IG cachaça, estabelecimento de padrões de qualidade e sistemas de certificação. Entretanto, a completa implementação da política pública depende do reconhecimento internacional da IG cachaça. O desempenho abaixo do esperado das exportações de cachaça nos últimos 10 anos pode ser explicado em parte pela implementação incompleta da estratégia adotada.

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Publicado

2014-06-27

Como Citar

VICENZI, M. S.; CARVALHO, J. M.; THOMÉ, K. M.; MEDEIROS, J. J. INSTITUIÇÕES DE PROTEÇÃO DA INDICAÇÃO GEOGRÁFICA (IG) NO MERCADO INTERNACIONAL: O CASO DA TEQUILA E OS DESAFIOS PARA A CACHAÇA. Organizações Rurais & Agroindustriais, [S. l.], v. 16, n. 1, 2014. Disponível em: http://revista.dae.ufla.br/index.php/ora/article/view/787. Acesso em: 4 jul. 2022.

Edição

Seção

Artigos