ESTIMATIVA DA DEMANDA DE ÁGUA RESIDENCIAL URBANA NO ESTADO DO CEARÁ

  • Raimundo Eduardo Silveira Fontenele
  • Antônio Lisboa Teles da rosa
  • Cláudio André Gondim Nogueira
Palavras-chave: Demanda, Água, Tarifa, Ceará

Resumo

Nos últimos anos, muitas companhias estaduais de saneamento vêm cobrando tarifas sem conhecer a mudança do estilo de vida no meio urbano. Para conhecer melhor o mercado, a fim de poder adotar uma política tarifária compatível com a demanda por água, determinou-se uma função da demanda residencial por água no estado do Ceará, segmentando-a por áreas geográficas. No total, 1.437 domicílios foram pesquisados. Como procedimento de análise, utilizou-se o método dos mínimos quadrados ordinários (MQO), em que foram estimadas diversas regressões lineares, semilog e log-linear. No caso, a variável dependente considerada foi o consumo de água por pessoa nos domicílios pesquisados, enquanto as principais variáveis explicativas da demanda por água que apresentaram significação estatística foram: a tarifa que o entrevistado está disposto a pagar para manter um abastecimento de água regular, a renda familiar, uma variável dummy que indica se o domicílio está conectado à rede de esgoto ou não, o número de cômodos do domicílio pesquisado, o número de moradores do domicílio pesquisado, uma variável dummy que assume o valor 1 para os domicílios que consomem até 20 m3 de água e zero em caso contrário, e outra variável dummy que assume o valor 1 para os domicílios que consomem mais de 50 m3 de água e zero em caso contrário. Em termos gerais, os resultados apresentaram bom nível de significação estatística para as funções demanda. Os parâmetros apresentaram sinal esperado e, na grande maioria dos casos, foram significativamente diferentes de zero. Conclui-se que os resultados obtidos representam um instrumento de grande importância para a tomada de decisões sobre tarifas.
Publicado
04-04-2011
Como Citar
FONTENELE, R.; DA ROSA, A.; NOGUEIRA, C. ESTIMATIVA DA DEMANDA DE ÁGUA RESIDENCIAL URBANA NO ESTADO DO CEARÁ. Organizações Rurais & Agroindustriais, v. 11, n. 3, 4 abr. 2011.
Seção
Artigos