ANÁLISE ECONÔMICA DA PRODUÇÃO AVÍCOLA DE CORTE POR GÊNERO EM DIFERENTES ESTRUTURAS DE GOVERNANÇA

Palavras-chave: Avicultura de corte, Custos de produção, Nova Economia Institucional

Resumo

A avicultura de corte brasileira sustenta-se sobre a estrutura de governança híbrida estabelecida entre empresas integradoras e unidades de produção rural. Contudo, algumas empresas ainda investem na manutenção e aquisição de instalações próprias para criação das aves. Objetivou-se avaliar o desempenho zootécnico de frangos de corte de acordo com o gênero alojado e analisar o resultado econômico da atividade sob diferentes mecanismos de governança. Estudos de caso foram utilizados como procedimentos de pesquisa para avaliação da atividade em núcleos de criação da empresa integradora e de produtores rurais integrados. Dados primários sobre custos, receitas e indicadores zootécnicos foram coletados em 24 unidades de produção de aves pertencentes a uma empresa integradora e cinco produtores rurais integrados, localizados no estado de Minas Gerais. Foram utilizadas informações provenientes de 144 lotes de frangos de corte COBB® produzidos entre agosto de 2015 e agosto de 2016. Indicadores zootécnicos de lotes exclusivos para machos foram melhores que os observados para criação mista de aves e para lotes de fêmeas, respectivamente. Entretanto, na comparação dos resultados com os valores esperados para a linhagem, o potencial genético das aves poderia ter sido melhor aproveitado pelas unidades de produção rural. Independente do gênero das aves, análises econômicas indicaram que somente a criação de frangos de corte no modelo de integração foi capaz de conferir lucro econômico à atividade. Constatou-se que, para qualquer estrutura de governança avaliada, a criação de aves não se sustenta financeiramente sem receitas secundárias provenientes da venda de cama dos aviários.
Publicado
19-01-2021
Como Citar
CALDAS, E.; LIMA, A.; LARA, L. ANÁLISE ECONÔMICA DA PRODUÇÃO AVÍCOLA DE CORTE POR GÊNERO EM DIFERENTES ESTRUTURAS DE GOVERNANÇA. Organizações Rurais & Agroindustriais, v. 22, p. e1641, 19 jan. 2021.